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Sobretaxa do aço – consequências para Brasil e o mundo

Sobretaxa do aço – consequências para Brasil e o mundo.  Quais serão os efeitos no mundo real com a Sobretaxa do aço de Trump? Na quinta-feira, o presidente Trump anunciou que iria impor novas e severas tarifas sobre as importações de aço e alumínio, variando entre 25% e 10%, respectivamente. O presidente Trump diz que a mudança visa os interesses dos americanos e da economia, mas é realmente esse o caso? Aqui está o que você precisa saber.

 

A Administração Trump argumenta que as tarifas atenderão a um déficit comercial que prejudica a segurança dos americanos, mas colocar tarifas sobre aliados militares pode criar outros problemas de segurança nacional.

 

 

A administração Trump está em um terreno mais desconhecido baseando as tarifas em questões de segurança nacional – Seção 232 de uma lei promulgada na Guerra Fria. O argumento é que, com a produção de metais domésticos prejudicada, os Estados Unidos ficam vulneráveis em caso de conflito que perturba os fluxos comerciais.

 

 

 

Espere um furioso lobby nos próximos dias para tentar persuadir o presidente a excluir os metais dos aliados militares das tarifas. O secretário de Defesa, James Mattis, advertiu que as tarifas deveriam ser direcionadas para não prejudicar os relacionamentos com aliados, mas parece que o presidente não observou esse conselho.

 

As tarifas afetarão os preços dos itens do dia a dia:

Os EUA dependem fortemente de aço e do alumínio exterior para a produção de itens de uso corrente. 90% do alumínio usado nos EUA vem de outros países, enquanto um terço do aço utilizado no mercado interno é proveniente do exterior. As tarifas, sem dúvida, afetarão os preços dos itens do dia a dia.

 

Ambos os metais são matérias-primas cruciais para automóveis, aviões e eletrodomésticos fabricados nos Estados Unidos. As indústrias de construção, petróleo e serviços públicos utilizam para vigas, tubulações e fios, além de latas para alimentos e bebidas …

 

As tarifas por si só provavelmente farão com que os itens comuns produzidos com alumínio – tais como: latas de cerveja e bastões de beisebol – fiquem mais caro.

 

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O movimento pode retardar o crescimento e os empregos:

As novas tarifas podem salvar alguns empregos na indústria siderúrgica dos EUA, mas também podem retardar o crescimento econômico e eliminar empregos em indústrias que dependem de aço e alumínio.

 

 

Os consumidores americanos, a força motriz da economia dos EUA, também podem se irritar se os preços de muitos itens aumentarem… os empregos salvos em uma indústria poderiam ser compensados por empregos perdidos em outras indústrias.

 

 

O ex-presidente Barack Obama colocou uma tarifa sobre os pneus chineses em 2009, mas falhou, disseram muitos economistas. Obama anunciou 1.000 postos de trabalho salvos, mas o Peterson Institute diz que mais de 3.000 empregos foram perdidos em outras indústrias.

 

 

É improvável que as tarifas tenham o efeito desejado:

Os empregos de aço nos EUA diminuíram muito nos últimos 100 anos, mas Jeffry Bartash argumenta no MarketWatch que as tarifas dr Trump provavelmente não irão aumentar a tendência, o que, segundo ele, deveu-se principalmente aos avanços tecnológicos na produção e reciclagem de aço.

 

As siderúrgicas também reúnem e reformam a sucata mais do que nunca, uma forma de reciclagem que também requer menos trabalhadores … As tarifas mais elevadas vão incentivar outros fabricantes dos EUA a buscar materiais mais baratos que possam ser usados em substituição ao aço.

 

A História mostra que as tarifas geralmente não ajudam:

Charles Hankla argumenta em The Conversation que a história mostra que as tarifas não ajudam em nada a economia. Os legisladores, de caráter protecionista, acham justamente o contrario.

 

A maioria dos presidentes, incluindo Johnson, Richard Nixon e Ronald Reagan, usaram quotas – limites sobre a quantidade de aço que pode ser importado em um determinado período de tempo – para ajudar a reforçar a indústria siderúrgica dos EUA. Por exemplo, Johnson estabeleceu um limite para as importações de aço de 5,75 milhões de toneladas em 1969.

 

Presidentes mais recentes também tentaram reforçar a indústria siderúrgica com medidas protetivas… Talvez o caso mais análogo à tarifa mais ampla da Trump vem do presidente George W. Bush em 2002. Bush tentou instituir tarifas sobre produtos siderúrgicos, variando de 8% a 30 %. Após pouco mais de um ano, Bush foi forçado a rescindir as tarifas devido à reação internacional e às consequências econômicas negativas.

 

E os parceiros comerciais podem retalhar contra as indústrias americanas:

Os outros países que compram dos Estados Unidos, podem retaliar e aumentar as tarifas sobre as exportações americanas, especialmente China. Além do comércio, a decisão de Trump pode ter grandes consequências politicas na Casa Branca.

 

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Escrito Por Cilene Bonfim
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