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O que é Meningite meningocócica que matou o neto do Lula

A meningite meningocócica é uma forma bacteriana de meningite, uma infecção grave do revestimento fino que envolve o cérebro e a medula espinhal.


A meningite meningocócica está associada à alta letalidade (até 50% quando não tratada) e (mais de 10%) de sequelas graves. O tratamento antibiótico precoce é a medida mais importante para salvar vidas e reduzir complicações.


A meningite meningocócica tem em todo o mundo, mas a maior incidência da doença está acontece na África subsaariana, que se estende do Senegal, no oeste, até a Etiópia, no leste. Cerca de 30 000 casos são registrados anualmente nessa parte do mundo.


As vacinas específicas para sorogrupos são usadas para prevenção (imunização de rotina) e em resposta a surtos (vacinação reativa imediata).

Uma variedade de organismos, incluindo diferentes bactérias, fungos ou vírus, pode causar meningite. A meningite meningocócica, uma forma bacteriana de meningite, é uma infecção grave das meninges que afeta a membrana cerebral. Pode causar danos cerebrais graves e é fatal em 50% dos casos, se não for tratada.


A meningite meningocócica, causada pela bactéria Neisséria meningitidis, é de particular importância devido ao seu potencial para causar grandes epidemias. Doze tipos de N. meningitidis, chamados sorogrupos, foram identificados, seis dos quais (A, B, C, W, X e Y) podem causar epidemias.

A meningite meningocócica é observada em diversas situações, desde casos esporádicos, pequenos grupos, até grandes epidemias em todo o mundo, com variações sazonais. A doença pode afetar qualquer pessoa de qualquer idade, mas afeta principalmente bebês, crianças pré-escolares e jovens.

Transmissão:


Neisséria meningitidis infecta apenas humanos; as bactérias são transmitidas de pessoa para pessoa através de gotículas respiratórias ou secreções da garganta dos portadores. Tais como: beijar, espirrar ou tossir em alguém, ou morar perto de um portador – facilita a disseminação da doença.

As bactérias podem ser transportadas na garganta e às vezes subjugam as defesas do corpo, permitindo que as bactérias se espalhem pela corrente sanguínea até o cérebro.

Acredita-se que 1% a 10% da população carregue N. meningitidis em sua garganta a qualquer momento. No entanto, a taxa de transporte pode ser maior (10% a 25%) em situações epidêmicas.

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Sintomas:


O período médio de incubação é de quatro dias, mas pode variar entre dois e dez dias. Os sintomas mais comuns são torcicolo, febre alta, sensibilidade à luz, confusão, dores de cabeça e vômitos.

Uma forma menos comum, mas ainda mais grave (frequentemente fatal) de doença meningocócica é a septicemia meningocócica, que é caracterizada por uma erupção hemorrágica e um rápido colapso circulatório.

Mesmo quando a doença é diagnosticada precocemente e o tratamento adequado é iniciado, 8% a 15% dos pacientes morrem, geralmente dentro de 24 a 48 horas após o início dos sintomas. Se não tratada, a meningite meningocócica é fatal em 50% dos casos e pode resultar em dano cerebral, perda auditiva ou incapacidade em 10% a 20% dos sobreviventes.

Diagnóstico:


O diagnóstico inicial da meningite meningocócica pode ser feito por exame clínico seguido por uma punção lombar mostrando um líquido espinal purulento. A bactéria pode às vezes ser vista em exames microscópicos do líquido espinhal.

O diagnóstico é confirmado pelo crescimento das bactérias a partir de amostras de líquido espinal ou sangue, por testes de aglutinação ou por reação em cadeia da polimerase (PCR). A identificação dos sorogrupos e o teste de sensibilidade aos antibióticos são importantes para definir medidas de controle.

Tratamento:


A doença meningocócica é potencialmente fatal e deve sempre ser vista como uma emergência médica. A admissão em um hospital ou centro de saúde é necessária. O isolamento do paciente não é necessário.

O tratamento antibiótico adequado deve ser iniciado o mais cedo possível, idealmente após a realização da punção lombar, se punção puder ser realizada imediatamente.

Se o tratamento for iniciado antes da punção lombar, pode ser difícil a confirmação a partir do líquido espinhal. Contudo a confirmação do diagnóstico não deve atrasar o tratamento.

Uma variedade de antibióticos pode tratar a infecção, incluindo penicilina, ampicilina e ceftriaxona. Em condições de epidemia na África, em áreas com infraestrutura e recursos de saúde limitados, a ceftriaxona é a droga de escolha.

Prevenção

  1. Vacinação:
    Vacinas licenciadas contra a doença meningocócica estão disponíveis há mais de 40 anos. Ao longo do tempo, houve grandes melhorias na cobertura de estirpes e na disponibilidade de vacinas, mas até à data não existe uma vacina universal contra a doença meningocócica. As vacinas são específicas do sorogrupo e conferem vários graus de duração da proteção

  1. Quimioprofilaxia.
  2. A profilaxia antibiótica para contatos próximos, quando dada prontamente, diminui o risco de transmissão.

Fora do cinturão da meningite africana, a quimioprofilaxia é recomendada para contatos próximos dentro do domicílio.


No cinturão da meningite, a quimioprofilaxia para contatos próximos é recomendada em situações não epidêmicas.


O antibiótico de ciprofloxacino é o antibiótico de escolha e a ceftriaxona é uma alternativa.

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Escrito Por Cilene Bonfim
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