Japoneses têm que trabalhar horas extras sem pagamento

Trabalhadores japoneses têm que trabalhar várias horas extras sem pagamento e sem reclamar. Os trabalhadores japoneses estão sendo obrigados a trabalhar longas extras sem pagamento. Eles dizem que estão sob pressão de empresas que querem reduzir custos.

 


Reforma trabalhista:

O primeiro-ministro Shinzo Abe está tentando aprovar reformas trabalhistas como parte de seu plano “Abenomics” que tem como objetivo acabar com décadas de crescimento estagnado e deflação. As suas propostas incluem medidas para reduzir as horas de trabalho e limitar as horas extra, aumentar os salários dos trabalhadores temporários e tornar as coisas mais fáceis para os trabalhadores com filhos.

 

Pagamento de horas extras:

Por lei, as horas extras devem ser pagas, mas as empresas não cumpre a lei por tanto tempo que os trabalhadores já aceitam como normal, o não pagamento.

 

 

Média de 14,2 horas extras por mês:

Dados do governo mostram que os japoneses trabalham em média 14,2 horas extras por mês, mas 2.000 entrevistados em uma pesquisa recente da Confederação de Sindicatos Japoneses disseram que trabalham em média 40,3 horas de horas extras por mês e recebem por apenas 22,7.

 

 

 

“Os trabalhadores muitas vezes enfrentam a pressão de seus superiores, às vezes de maneira sutil e tácita, para reivindicar menos horas extras do que realmente trabalhou”, disse Toshiaki Matsumoto, diretor executivo da HR Strategy, uma consultoria de recursos humanos. E tem extremos: uma funcionária de uma agência de publicidade de 24 anos se suicidou depois de trabalhar 105 horas de horas extras no mês.

 

 

“É um problema se você está trabalhando horas extras sem a compensação que você tem direito”, disse Norio Miyagawa, economista sênior da Mizuho Securities, acrescentando que trabalhar longas horas extra também significa que as pessoas não têm tempo para sair e gastar.

 

 

Numa era de fraca demanda global e incerteza sobre as perspectivas econômicas, as empresas japonesas têm acumulado dinheiro em vez de pagar adequadamente seus trabalhadores.

 

 

Desde que Abe assumiu o cargo de primeiro-ministro no final de 2012, os lucros das empresas subiram 62,3%, mas a remuneração dos trabalhadores aumentou apenas 2,1%. Os gastos das famílias aumentaram apenas 1,6% no mesmo período.

 

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